segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Vou indo

Não sei pra onde, mas vou indo

Vou odiando as segunda

sofrendo as terças,

 perdendo as quartas e quintas

Rezando por cada sexta

Meu mundo se resume em

Futebol, peito e bunda 

Noticias inventadas vou repetindo

Odeio a tudo, a todos e foda-se

Repito o hino da vez

Meu corpo se mexe  no vazio do copo

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Gatos pardos

Não haveria culpas, não naquela noite, eramos apenas gatos pardos em meio a escuridão, luzes, perfumes, vaidades a mostra em decotes e pernas cobertas apenas por poucos centimetros de tecido.
O torpor a vencer o corpo a cada dose etílica, a cada medo esquecido...
Os desejos aflorados na pele quente, os olhares famintos, lascivos... Não havia culpados, uma noite de inocentes... E depois dela o silencio, aquilo permaneceria em segredo... Quantos ou quantas, cores o que fizeram, nomes? Nada apenas uma noite de gatos pardos...

D'outro lado

Pensei que seria facil
Tudo simples, confiei
Sabia o risco, sabia o que seria?
Mas sabia que era esperto
Não iriam me pegar...

sábado, 31 de maio de 2014

EM MEIO A NEBLINA

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domingo, 8 de julho de 2012

Imperfeito

Sou assim, um sonho perdido
Um olhar intenso, inconstante
Curioso em busca de que?
Estranho é perceber este lado
Assim em meio a tudo e todos
Me pergunto agora se sou eu
A pessoa que devo realmente ser?
Em meio a tantos outros que vejo
Pergunto o tempo todo se é real?
Esse meu medo de ter medos
Me comparo à brevissima vida
De um sorriso interrompido
Em um instante mutavel constante
Pergunto a mim....
Voce me viu hoje em meio a um sorriso
Imperfeito?

Tão eu assim?

Hoje me olhei no espelho
Olhei sem a pretensão de de ver
A beleza ou sua ausencia em mim
Apenas olhei no espelho... olhei só
E o que vi no reflexo, além da minha cara?
Vi a mim apenas desnudo de mim
Apreciei  por breve instante... quase eterno...
Meu olhar ali perdido, assustado e distante
Foi estranho, senti que eu me via ali....
Via meu rosto, olhos, boca, cabelos
Mas meu olhar me buscava ao longe....
Onde eu afinal estaria naquele momento?
Estava eu assim tao distante, tao longe...
Que nao me encontrava realmente ali
Olhei hoje no espelho sem buscar repostas
Respostas para esse meu vazio todo
Vi meu rosto mudado, barba por fazer...
Meu olhar tão perdido, meus cabelos a branquear.
Me vi no espelho e percebi naquele instante
Que nunca fui tão eu assim

sem titulo

        Nasci ha tempos, nú, feio e solitario. Abandonado pelas sortes do mundo, quem me criou contava historias e tempos idos, das dores de não ser nada.
    Cresci em meio as durezas da vida, alegrando-me nas alegrias de tantos iguais a mim, dos sorrisos alegres a minha volta, curioso aprendi cedo a sobreviver a todos que queriam-me morto , esquecido ou ainda que tentavam esconder de mim a luz do sol.
    Cresci aprendendo a malandragem da vida chorando as lagrimas de dores, cantanto ilusões perdidas e amores avulsos, sonhei com o mais alto degrau, comoseria olhar tudo la de cima?
Crescido ganhei as ruas, fugi, fui longe de mim, corri o mundo, ganhei formas, cores e tons. Falei de tudo, gritei alto, bem alto, as vozes todas que trazia ao peito e a voz que escondida na alma lembrava as palavras de onde nasci.
    Minha voz fez-se ao mundo e sem perceber perdi-me em mim mesmo, acolhendo a qualquer voz, acolhendo a tudo que me traziam, vestindo as finas modas e calçando distintos e nobres sapatos, quase me  esqueço de onde vim, restava apenas uma vaga lembrança de quem fui.
Agora eu era a força impunha aos outros  lado cruel do poder, nao importando quem tivesse ali, atingi o alto, os mais finos jardins do paraíso se abriam a mim, tinha a meu dispor todos os desejos da carne e da alma. Esqueci-me da dor de outrora, dos tempos sofridos apenas as cicatrizes cobertas de fino veludo.
Agora nos mais finos e alvos lençois que cobriam camas macias em quartos de luxos descansava meu corpo, esquecido da dureza do chão batido dos tempos o morro.
    Hoje ja velho, olho pra mim e percebo tudo que vivi, as alegrias e tristezas, percebo em mim ainda as energias de um menino, a vislumbrar um mundo novo de possibilidades, sons, tons e cores. Mas vejo tambem a alma desejosa de regressar ao lugar de inicio, subir as ladeiras dos morros reencontrar velhos amigos num velho bar e dizer apenas voltei pra casa...